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terça-feira, 11 de julho de 2017

Lição de Cidadania *

Ivana Maria França de Negri

* Texto publicado na Gazeta de Piracicaba - 9 de julho de 2017

Gostaria de compartilhar com vocês o que aconteceu durante a festa junina de um clube da cidade, onde eu estava com minhas netas.
Havia brinquedos bem concorridos pela criançada, pula-pula, escorrega e outros. Pois bem, uma das gêmeas, estava na fila para entrar num dos brinquedos. Como toda criança, estava ansiosa aguardando a sua vez, e quando estava prestes a chegar o momento de entrar no brinquedo, pois era a próxima da fila, uma moça chegou com seu filho de uns dois anos e simplesmente o colocou na frente dela.
Eu achei muita cara de pau, mas não tive reação imediata. Minha neta, de apenas três aninhos, indignada, falou para a tal moça, mostrando com a mãozinha a longa fila de espera atrás dela: “tem fila, viu?” E a moça, vendo a determinação da menina,  resolveu pegar o filho e ir para o final da fila.
Fiquei orgulhosa da minha neta, mesmo tão pequena, mas já tendo noção do que é certo e do que é errado. Nota zero para a mãe que deu mau exemplo ao filho, dando a ele a ideia de que pode passar na frente dos outros.
O Brasil está passando por um momento difícil, toda corrupção de várias décadas, vindo à tona. E todo mundo revoltado, massacrando a classe política. Os noticiários já estão ficando monótonos, num prende e solta sem fim. Será que essa “escola” não tem raízes nos exemplos que tiveram na infância ou  juventude? E será que só os políticos são corruptos? Só eles desrespeitam as leis?
A educação começa em casa, bem cedo, com bons exemplos. Esse horroroso “jeitinho brasileiro”, essa mania de levar vantagem sempre, de não respeitar o direito dos outros, é que vai corrompendo todos e o “jeitinho” passa a ser institucionalizado, uma regra e não exceção. Por isso que o país vai mal das pernas. Podemos notar que nos países de primeiro mundo, as pessoas são educadas para pensar coletivamente e não individualmente, e isso é aplicado desde a mais tenra idade. Nesses países, ninguém se acha o centro do universo e sim parte da engrenagem, que só funcionará direito se todos fizerem a sua parte.
Brasileiro fura fila, estaciona em lugar proibido (é só um minutinho!), joga lixo pela janela do carro, não respeita o sono da vizinhança fazendo barulho e soltando bombas a qualquer hora do dia ou da noite, bebe e depois sai dirigindo e colocando a vida dos outros em risco. Desperdiça água, não recicla o lixo, e só pensa no próprio umbigo, os outros que se danem.
Enquanto as pessoas não mudarem a mentalidade, de nada adiantará criar novas leis. Todo mundo vive reclamando, fazem ruidosas manifestações para ter seus direitos atendidos, mas se esquecem que tem deveres a cumprir também.
Se alguém acha uma carteira com dinheiro e devolve, aparece na televisão e nos jornais como se fosse um grande feito, quando na verdade, essa pessoa não fez nada mais do que a obrigação. Se não é dela, tem mesmo que devolver a quem é de direito.
Li uma frase interessante na internet: “Quer mudar o Brasil? Mude você primeiro!” Na mesma linha de pensamento, os dizeres de Mahatma Gandhi: “Seja a mudança que quer ver no mundo”. E é por aí mesmo, ter ética, valores, e aprimorar a educação, só assim melhoraremos não só o país, mas o planeta inteiro!



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