As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Vem aí a segunda FLIPIRA - Festa Literária e Piracicaba


Flipira - 27, 28 e 29 DE OUTUBRO 2017


LOCAL: RUA DO PORTO, ENTORNO DO CASARÃO DO TURISMO DE PIRACICABA.

AS PALESTRAS SERÃO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PIRACICABA "RICARDO FERRAZ DE ARRUDA PINTO"
 (Observação: para as palestras é necessário fazer reserva pelo telefone (19) 983456461)

PROGRAMAÇÃO
27 de outubro (Sexta- feira) | 19h30 | Abertura 
Palestra “Camões e a Juventude Atual” com Armando Alexandre dos Santos

Local: Biblioteca Municipal de Piracicaba “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”

(Reserva para a palestra, pelo telefone (19) 983456461 - Vagas limitadas)

28 de outubro ( Sábado)

9h às 12h | “ Na Rua da Júlia” com Poesia

9h às 12h | Tenda da Flipirinha- Projeto Livro com Pezinhos

9h às14h30 | Tenda Recanto dos Livros
Feira do livro do Recanto dos Livros -Livros novos e seminovos com preços que variam entre 3, 5 e 10 reais. Renda destinada ao Lar dos Velhinhos de Piracicaba

10h - Contação de histórias com Madalena Tricânico e Lourdinha Piedade Sodero Martins

12h - Sarau Infantil

13h - Voz e violão com Kilder Jarier

15h - Palestra: “Bate Papo com o público sobre Machado de Assis” com os escritores Irineu Volpato e Armando Alexandre dos Santos 
Local: Biblioteca Municipal de Piracicaba “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”
(Reserva para a palestra, pelo telefone(19) 983456461 - vagas limitadas)

29 de outubro (Domingo)

9h às 17h - Tenda Recanto dos Livros
Feira do livro do Recanto dos Livros
Renda destinada ao Lar dos Velhinhos de Piracicaba

9h às 17h - Biblioteca do Casarão do Turismo
Exposição de acervo literário do escritor Manuel Bandeira

9h às 17h - Tenda Infantil FLIPIRINHA
Interatividade da criança com o universo literário.
Projeto Livro com Pezinhos – das escritoras Ivana Negri e Carmen Pilotto.
Troca de livros infantis e gibis

9h30 às 10h - Espaço - Contação de Histórias
Com as contadoras de Histórias Madalena Tricânico e Maria de Lourdes Sodero Martins

10h - Palco 
Tributo a Manuel Bandeira como homenageado Nacional e Maria Cecília Machado Bonachela, como homenageada da cidade.
Música com Patrícia Aguiar e violão e Thiago Campos no teclado. Sarau comandado por Evair Sousa.

12h - Palco 
Elson de Belém – Apresentação: Lave sua boca antes de falar comigo... Não sou detrito!
Adaptação do poema “O bicho” - Manuel Bandeira

12h30 - Palco 
Ésio Pezzato – O Evangelho ( declamação do poema)

13h40 - Palco 
Um tributo a Vinícius de Morais (Com Patrícia Aguiar e Ricardo Leoni)

14h20 às 15h - Espaço Contação de Histórias
Com as contadoras de histórias Madalena Tricânico e Maria de Lourdes Sodero Martins

15h - Tenda Infantil Flipirinha 
Tarde de autógrafos com lançamento dos livros infantis das escritoras Leda Coletti - Estrelinha de Natal - e Ivana Negri - Nhô Lica, o colecionador de Pedras

15h - Tenda da Flipira – Lançamento do Livro:
Juro que é verdade (contos) de Armando Alexandre dos Santos. Lançamento da Revista Piracicaba em Letras e Imagens com textos dos integrantes dos Grupos Literários CLIP e GOLP e fotos do Grupo Amigos da Fotografia de Piracicaba, em homenagem aos 250 anos da cidade

16h – Sarau 
Declamações livres dos poetas e também abertas ao público, com Patrícia Aguiar e Tiago Campos intercalando com fundo musical


17 horas – Encerramento

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Um professor...


Olivaldo Júnior

"Quero falar de uma coisa / Adivinha onde ela anda / Deve estar dentro do peito / Ou caminha pelo ar"... Quem não se lembra dessa linda música de Milton Nascimento e de Wagner Tiso? Pois ela acabou virando um hino quase obrigatório em todas as formaturas Brasil afora desde que fora lançada, em 1983, além de se tornar a música que marcou a morte do ex-presidente Tancredo Neves, sendo executada inclusive durante o seu funeral. Coração de Estudante... Existe ideia mais pura de coração, mais genuína de real interesse pelo mundo, pela vida, por tudo o que existe e pode ser melhorado? Se há um estudante, há um professor.
Um professor que se desvela em mil cuidados pelo ingressante na Educação Infantil, continuação de pai e de mãe, antigamente chamada (sim, eram e ainda são quase todas mulheres) de "tia". Hoje, muitas vezes, apenas "prô". Mas o que importa é que, muitas vezes, é a "prô" quem dá o carinho que a criança não tem em casa e acaba assumindo no coração infantil um papel ainda maior que o esperado. É a mãe, a tia e até a prô numa só professora!
Um professor que ensina as primeiras letras, o alfabeto todo e se distancia, para que o aluno aprenda a escrever seu destino com as próprias mãos. Mãos que, amanhã, serão de médicos, engenheiros, administradores, comerciantes e de muitos outros profissionais, até de professores. Mãos que, com certeza, se emocionarão quando pensarem no rosto de quem às vezes ficava bravo e pegava no pé do menino e da menina que não queria aprender com ele.
Um professor que domina uma sala de adolescentes, todos conectados, em mil redes sociais, com a atenção difusa, dispersa, tendo que chamar a atenção para uma matéria que, para os jovens, nem sempre tem graça, nem sempre faz sentido. Alguém que acaba caricaturado, com sua característica própria em lente de aumento, por algum aluno, mestre em sátira. Um professor que, apesar da desvalorização geral, consegue passar o que é preciso.
Um professor que lida com alunos universitários, adultos, mas que, ao se sentarem na cadeira de uma sala de aula, voltam a ter oito, nove, ou treze anos, porque aluno é sempre aluno, não importa a idade. Mesmo com toda a tecnologia e com o "poder" de formação de texto em nossas mãos, quando se vê sob as mãos de um professor, um aluno espera dele a mão da professora do início, que tantas vezes lhe guiou a mão pelo papel, hábil na conduta.
Um professor que também educa jovens e adultos que não puderam aprender na "idade certa" (entre aspas, porque, na verdade, toda idade é a mais certa para aprender). Professor que tenta suprir a falta de tantos outros professores, lacunas de tantos outros ensinamentos que ficaram pelo caminho. O aluno da E.J.A. requer o carinho, o apoio de quem é professor, um professor de verdade, e ensine os seus olhos a lerem o mundo com olhos letrados, ágeis.
Um professor que ensina o que ele sabe e domina. Um professor que muda sua comunidade e respira modernidade. Um professor que é pura poesia para o aluno que só teve conversa fiada. Um professor que se torna com o tempo o próprio tempo, veloz em saber a resposta, mas ainda mais rápido em saber que ninguém sabe tudo. Um professor que se chama de amigo, de eterno, de mestre. Um professor que demonstra respeito e o recebe também.
"Coração de estudante / Há que se cuidar da vida / Há que se cuidar do mundo / Tomar conta da amizade"... Amizade. Amizade de um professor que seja estudante a vida inteira. Um professor que não se veja parte de pesquisa sobre o crescimento da violência também em sala de aula. Um professor que seja a coruja e (por que não?) a águia que inspirará seu aluno a novos céus de alegria. Um professor que eu poderia ter sido. Um professor que posso ser?...


domingo, 15 de outubro de 2017

Ser Professor


Ivana Maria França de Negri

É doar-se dia a dia
Na lida árdua e sublime
Um desafio diário
Ao qual poucos dão valor

Plantar sementes para o futuro
Eis a sina do professor
Mas um dia há de brotar
Tudo o que semeou

O salário é irrisório
Mas o amor é sem medida
Pois a convivência diária
Cria laços pra toda vida

Uma legião de doutores
Seus alunos se tornarão
Está em paz sua consciência
Cumpriu com bravura a missão

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Artigo do Jornalista Alexandre Garcia: Nossas Crianças


07.10.2017 -
n/d
O volante Gabriel, do Corinthians, foi suspenso por dois jogos por causa de gesto obceno feito para a torcida do São Paulo. Ele pusera a mão sobre a parte da frente do calção, entre as pernas. Fico me perguntando se seria arte, na mesma cidade, quando aquela mãe induziu a filhinha a tocar num homem nu, deitado no chão. Em Jundiaí, a alguns quilômetros dali, um pai de 24 anos foi preso por estar fumando maconha no carro de vidros fechados, com seu bebê de uma semana deitado ao lado. Fico me perguntando porque estava aberta para crianças uma exposição em Porto Alegre que mostra um negro com o pênis de um branco na boca, enquanto outro branco o penetra por trás. A mesma exposição tem uma ovelha sendo violentada por duas pessoas, enquanto uma mulher pratica sexo com um cachorro. Não entendi porque isso estava num museu, aberto a crianças, e não numa casa noturna de shows de esquisitices sexuais e restrito a adultos.
Tampouco entendi a performance de um homem nu que esfrega num ralador uma imagem de Nossa Senhora. Em São Paulo, alguém que pensa que somos idiotas explicou que o homem nu é arte interativa com o corpo humano. Ora, arte com o corpo humano é o que a gente vê, e aplaude, no Cirque du Soleil. E a Veja, de que sou assinante, deve pensar que abandono meus neurônios ao abrir a revista. Comparou as garatujas da exposição de Porto Alegre a Leda e o Cisne, de Leonardo. Como piada, eu poderia acrescentar, no mesmo tom, que deveriam convidar o tarado ejaculador em ônibus para mandar uma foto a ser exposta entre as semelhantes manifestações de “arte”. As pinturas murais artesanais eróticas em Pompéia, têm um significado histórico que o mau-gosto do tal museu não tem.
Tudo bem, eu não gosto mas há milhões de gostam. Respeito. Só não aprovo, como cidadão, que abram as portas para as crianças se chocarem com essas agressões. Que limitem a adultos. Aprendi que arte é beleza, tem padrão estético, tem perfeição técnica, dá prazer intelectual. Há quem pense que arte é escatologia, agressão, garatujas ou até uma tela pintada de branco. Como disse Affonso Romano de Sant’Anna: “arte não é qualquer coisa que qualquer um diga que é arte, nem é crítico qualquer um que escreva sobre arte".
n/d
No Peru, o povo encheu as ruas de Lima para exigir a retirada de doutrinação de crianças em assuntos sexuais no ensino público. E ganhou. Nas ruas, defenderam que as crianças são educadas pelos pais e parentes. No Senado brasileiro, excelentes senadores, como Ana Amélia (RS) e Magno Malta(ES) estão convocando os responsáveis por tais exposições a explicarem em CPI onde não estão agredindo o Estatuto da Criança e do Adolescente e qual o objetivo de envolverem crianças nos seus estranhos experimentos.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A Senhora Aparecida


 Olivaldo Júnior

A Senhora Aparecida
tão cedinho, de manhã,
recomeça a sua vida:
ser do povo um talismã.

Dando a todos a guarida,
seja irmão, ou seja irmã,
sempre ajuda na "subida"
para a 'Terra de amanhã'.

- 'Negra mãe do nosso povo',
há trezentas primaveras
vem tornando o velho novo!...

Guardiã de "mil" esferas,
nesse mundo, que é um ovo,
aparece e doma as feras!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Um minuto, professor!



15 de outubro - Dia do Professor
Olivaldo Júnior


Um minuto, Professor,
que a maçã caiu da mesa
e rolou, ficou sem cor,
não lhe dá mais "realeza"!... 

Um minuto, Professor!
Se dar aula é só "dureza",
quebra pedra por amor,
faz do ensino a natureza!
Um minuto, Professor,
que a jornada é fantasia,
não importa qual a dor
que seus olhos, dia a dia,
nos ocultem; seu valor,
Professor, o que eu queria!...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Falecimento

Faleceu a poetisa Maria de Fátima Rodrigues que muitas vezes foi publicada na Prosa&Verso e neste Blog literário
Que esteja em paz poetando em outras paragens

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES / 2017


  Segundo lugar - Ivana Maria França de Negri - "Memórias de uma caneta"
 Clube de Campo de Piracicaba Piracicaba – SP

PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES / 2017 

Obras vencedoras / poesia, crônica e conto
RESULTADO – AUTOR, OBRA E CLUBE:
P O E S I A
 Primeiro lugar | Magnos A. B. Castanheira | Despertar | Clube Esperia (São Paulo – SP)
Segundo lugar | Luiz Gilberto de Barros | Nas Cores do Retrós de uma Saudade | Club Municipal do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro – RJ)
Terceiro lugar | Luiz Carlos de Moura Azevedo | No último andar a cidade pertence aos urubus | Sociedade Harmonia de Tênis (São Paulo – SP)
 Menção honrosa: 1- Luciano Martins Costa | Ecce Homo | Club Athletico Paulistano (São Paulo – SP)

C R Ô N I C A
Primeiro lugar | Marcio Luiz C. Marques | Meu ego na primeira sessão de terapia | Círculo Militar de São Paulo (São Paulo – SP)
 Segundo lugar | Vicente Rággio | Street Car | Club Athletico Paulistano (São Paulo – SP) T
erceiro lugar | Isabela Martino Menezes Resende | Seu Fernando | Minas Tênis Clube (Belo Horizonte – MG)
 Menções honrosas: 1- Carlos Augusto de Assis | Call Center | Clube Esportivo Helvetia (São Paulo – SP)
 2- Elis Luiz Tavone Serafim | Mãos | Círculo Militar de Campinas (Campinas – SP)

C O N T O
 Primeiro lugar | Maria Helena Nogueira de Almeida | Sarabanda | Club Athlético Paulistano (São Paulo – SP)
  Segundo lugar | Ivana Maria França de Negri | Memórias de uma caneta | Clube de Campo de Piracicaba (Piracicaba – SP)
Terceiro lugar | Antônio Augusto Gomes | Helga | Minas Tênis Clube (Belo Horizonte – MG) Menções honrosas:
 1- Felipe Luiz Ribeiro Daiello | Sucuris no mato? Cuidado | Grêmio Náutico União (Porto Alegre – RS)
 2- Marinna Lautert Caron Kniphoff | Um doce para o amor | Clube Curitibano (Curitiba – PR)

COMISSÃO JULGADORA:

Anna Maria Martins | Academia Paulista de Letras
 Mafra Carbonieri | Academia Paulista de Letras
Joaquim Maria Botelho | União Brasileira de Escritores
Literatura nos clubes brasileiros

 O PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES, na sua 2ª edição, saltou de 220 inscrições, em 2016, para 256, em 2017, cada autor participando com uma única obra de poesia, crônica ou conto. A parceria cultural entre o Sindi-Clube e a FENACLUBES está consolidada. Este concurso nasceu, em 2011, com o nome de PRÊMIO SINDI-CLUBE / APL DE LITERATURA, nas cinco primeiras edições.
A parceria do Sindi-Clube com a Academia Paulista de Letras inclui, além do prêmio literário, também a promoção dos clubes de leitura, entre outras atividades. Comissão Julgadora indicada pela Academia Paulista de Letras: Anna Maria Martins | Academia Paulista de Letras Mafra Carbonieri | Academia Paulista de Letras Joaquim Maria Botelho | União Brasileira de Escritores As seis primeiras edições do concurso literário tiveram as obras vencedoras editadas no livro Literatura nos Clubes Paulistas – Volumes 1 e 2.

PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES/2017 – 62 clubes participantes de 31 cidades, 256 obras inscritas
PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA DOS CLUBES/2016 – 45 clubes participantes de 22 cidades, 220 obras inscritas


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

PRIMAVERA



                        Leda Coletti


Primavera,
na roupagem colorida
da paisagem campesina,
irrompe  desinibida
invade  o ambiente e fascina.

Abraça  com suas flores
campinas, praças, varandas,
com  guirlandas multicores
baila ao vento  faz cirandas.

Os passarinhos cantores
cedem  à sua magia,
tornam-se mais criadores
para  bela sinfonia.

Primavera, 
Rainha  das estações,
dileta  da  natureza
e dos homens-corações,

divina é com certeza!

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

DIVERSIDADE


Paulo Ricardo Sgarbiero

A diversidade é grande
Diversas cores,
Diversos gostos,
Diversos fatos,
Diversas as artes,
Somos o que somos,
Intrigantes,
Divergentes,
Intensos,
Inconsequentes,
Inteligentes,
Gostem ou não.
Também não gostaremos
De quem ao certo,

Nem gosta de si.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

ARTE DESVIRTUADA

Obra da exposição do Santander

 José Faganello
“Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa./ Abranda as rochas rígidas, torna água/ Todo o fogo telúrico profundo/ E reduz, sem que,no entanto, a desintegre,/ A condição de uma planície alegre,/ A aspereza orográfica do mundo”. (Augusto dos Anjos  “Monólogo de uma sombra”)

Tive a oportunidade, em meus estudos, de abordar as artes de várias épocas, desde a rupestre da pré-história até a de nossos dias.

A abrangência deste vocábulo é interminável. Tenho comigo, que a única arte que consegui me dar bem (não muito) foi a Arte de Viver.

Sou um frustrado por não ter dado prosseguimento às minhas aulas de piano e outra que admiro, mas jamais me dediquei, é a arte culinária. Evidentemente invejo as artes plásticas, como a pintura, escultura e arquitetura, mas quebro um galho na literatura com meus artigos e fui um professor que até hoje meus alunos elogiam.

Richard Wagner, em Minha Vida, escreveu: “Enquanto a arte grega expressou apenas o espírito de uma Nação magnífica, a arte do futuro deverá  expressar o espírito de pessoas livres, sem considerar as fronteiras nacionais; o elemento nacional contido nela não deve ser mais  do que um ornamento, um encanto individual acrescentado e nunca um limite onde se confine”.

A verdadeira arte consiste em captar e nos relevar a realidade longe da qual vivemos, e nos afastarmos à medida que aumentam a espessura e a impermeabilidade das noções convencionais, que se lhe substituem; essa realidade de que corremos o risco de morrer sem conhecer, ou seja, é a nossa vida, que em certo sentido está presente em todos os seres humanos, e não apenas nos artistas.

A arte de viver não é percebida por muitos, porque não atentam desvendar ou por nunca estarem contentes com o que têm.

Sendo a arte interminável no tempo e nossa vida curta, devemos saber que é pela arte que o homem se ultrapassa definitivamente, como profetizou  o poeta romano Horácio, com sua frase: “Exegi monumentum aere perennius” ( Ergui um monumento mais duradouro que o bronze). Os monumentos de bronze de Roma, com a invasão dos bárbaros foram destruídos e sua poesia existe até hoje.

Millor Fernandes, frasista de mão cheia, do qual fui admirador e confidente, em 1971, na Revista veja, ao opinar sobre a arte contemporânea escreveu: “Inúmeros artistas contemporâneos não são artistas e olhando bem, nem são contemporâneos”.

Estamos passando por um momento impar e caótico em nossa História.O volume espantoso de corruptos e dos volumoso desvios.  do nosso erário, não está sendo tratado com a devida vontade de punição, ante a demora exasperante de repor o que foi desviado e prender os culpados.

Dar o ensejo para o Congresso decidir, sobre o que o Ministério Público enviou é inacreditável, pois lá estão muitos que são réus.

Nossa arte musical, devido a incultura da maior parte do país, mesmo sendo de uma pobreza de dar vergonha, é tocada toda hora nas rádios se Na TV.É uma questão controversa, dizem. 

No Rio Grande do Sul o Santander conseguiu levantar uma controvérsia apenas digna do momento em que vivemos (governantes bandidos legislando em causa própria, bandidos dominando vastas áreas até nas capitais e pornografia garatujada considera arte intocável).

Se Millor Fernandes  ainda estivesse entre nós repetiria :não são artistas, apenas indesejáveis contemporâneos...

Os gregos e mesmo Michelangelo, além de outros pintaram ou esculpiram nus artísticos, mas não pornográficos. Os corpos retratados são belos e o que é belo deve ser difundido.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Trovas sobre o Setembro Amarelo


(Mês da prevenção ao suicídio)
Olivaldo Júnior

'Amarelo' é atenção,
"prevenção" a se adotar;
o vermelho coração,
em setembro, quer falar.

Do edifício mais bonito,
da varanda em primavera,
quis ganhar seu infinito
quando a vida em si já era...

Nosso filho mais amado,
nossa amiga mais querida...
Todo mundo é delicado
se tem alma, e ela é ferida.

Um sorriso que conforta,
um abraço bem gostoso,
e o diálogo abre a "porta"
da conversa ao ser idoso...

Pelo fio do telefone,
ou de um chat na Internet,
CVV, para um insone,
faz que a mente se aquiete.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Sobre arte e liberdade de expressão *


Quadro que fazia parte da mostra encerrada

Ivana Maria França de Negri

Tempos sombrios estes, quando não se pode manifestar livremente a própria opinião e já mil dedos são apontados em nossa direção nos condenando sem perdão: fascista, golpista, homofóbico, nazista, ignorante, falso moralista, intolerante, reacionário, racista, carola, hipócrita, opressor, fundamentalista, entre outros adjetivos menos nobres, sendo que não nos encaixamos em nenhum. Somos julgados, condenados e fuzilados virtualmente!
É essa democracia que pregam? Colocando mordaças nas bocas? Impedindo o outro de ter opinião diferente? Onde fica o livre pensar dessa tal democracia?
O que me fez escrever este artigo foi a malfadada exposição que um Banco do Rio Grande do Sul patrocinou usando verba pública, quase um milhão de reais. Exposta,  uma cesta com hóstias, e nelas escrito nomes impublicáveis. Quadros com imagens de pessoas praticando zoofilia explícita e figuras de crianças mostradas de maneira vulgar, práticas que se enquadram como crimes pelo código penal vigente. Várias escolas levaram alunos para ver essa exposição, pois não havia classificação de faixa etária para visitá-la, mas devido à enxurrada de críticas, e de clientes encerrando suas contas, o Banco resolveu fechá-la antes do prazo determinado. Certamente, mais pelo encerramento de contas do que preocupação com as críticas e crianças. Mas mesmo que houvesse restrição de idade, nada apagaria as ofensas e a falta de respeito.
Nas redes sociais, quem ousou ser contra, foi taxado de hipócrita. Claro que até no Vaticano existem obras de arte com nus. Mas nu artístico é bem diferente de bestialidade. O que mais chocou foi a aberração, usar imagens de inocentes, crianças e animais, que não podem se defender.
Sou a favor da liberdade de expressão em todas as suas manifestações, mas antes de tudo, há que se ter respeito e bom senso para não ferir ou magoar ninguém. E ainda bem que nessa exposição não atacaram a religião muçulmana, senão, ao invés de apenas perder milhões de correntistas, esse Banco já teria sido detonado pelos radicais, como aconteceu com o jornal francês Charlie Hebdo, que  publicou charges ofensivas ao Islamismo e ao Profeta Maomé e doze pessoas foram mortas num atentado.
Claro que matar é abominável em qualquer circunstância! Mas para que mexer com vespeiro? Pra que ofender e satirizar a fé que os outros professam? Quem semeia guerra, colhe morte. Se quer atacar, ainda que com palavras ou através de imagens, saiba que virá uma reação de igual intensidade. É a lei da ação e reação.
Liberdade de expressão tem limites, sim! E isso não reporta à ditadura, tampouco à censura, mas ao respeito, palavra bastante esquecida hoje em dia, principalmente nas redes sociais, onde os dedos apontam de todos os lados e as línguas são mordazes. O que vai passar pela cabecinha das crianças, em idade de formação ainda, que viram aquela imagem de dois adultos contendo um animal para fazer sexo com ele? Que é uma atitude normal? E o desrespeito às hóstias?
Ninguém é obrigado a concordar com o que você pensa ou fala, mas tem a obrigação de respeitar seu ponto de vista sem agredi-lo. Não sei porque as pessoas colocam tudo dentro do campo da política, no mesmo balaio. Eu não pertenço a grupo nenhum, me decepcionei com a política e políticos e quero distância. Essa militância fanática dividiu as pessoas em dois grupos: esquerda e direita, e há um discurso horrendo de ódio vindo de ambas as partes. Ninguém é dono absoluto da verdade, mas cada um deve respeitar a verdade que o outro acredita e tem como sagrada. Deve-se debater com elegância, jamais com palavras de baixo calão. Argumentar e não atacar. E bom senso e respeito devem imperar sempre!
Hóstias com palavras ofensivas à religião católica

* Texto publicado na Gazeta de Piracicaba 22/09/2017


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Trovas para o Dia da Árvore

Ipê florido da rua do Porto (Piracicaba SP) por Ivana Negri


21 de setembro - Dia da Árvore
 Olivaldo Júnior

De semente pequenina,
grande árvore nasceu;
faz de conta que é menina,
mas, no fundo, já cresceu...

Numa curva da ribeira,
dentre as pedras do riozinho,
a mais linda laranjeira
põe seus frutos no caminho!...

Campo aberto, noite adentro,
guarda as árvores que avisto;
chega um dia, e acabo dentro
de uma delas, que conquisto.

Da sombrinha que nos dá,
do carinho que nos tem,
do arvoredo, "Shangri-Lá":
esperança para alguém.

- Sim, fui árvore, oh, menino,
em longínqua encarnação!...
Mas, sem água, meu destino
foi morrer ao sol, sem pão...

No jasmim que é só perfume,
numa noite de Natal,
cada mero vaga-lume
vira enfeite natural...

O papel que foi caderno,
vão suporte de um poema,
pode ter um ciclo eterno
se o reciclo vira um lema.