As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

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Reunião na Biblioteca

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Qual livro você está lendo?


Carmen Pilotto, poetisa e escritora




Qual livro você está lendo?  

Título: Essencialismo – A disciplinada busca por menos
Autores: Greg McKeown, tradução de Beatriz Medina
Número de páginas: 272
Editora: Sextante
Comprei na Livraria Nobel


Resumo:

O livro alerta sobre a sobrecarga de atividades, e se o seu tempo parece servir apenas aos interesses dos outros. Trata-se de uma estratégia de gestão de tempo e para que possamos dar a maior contribuição possível àquilo que realmente importa;

Opinião:
Gosto de desafios de mudanças comportamentais, que sugerem otimização de atividades e melhoria na qualidade de vida. O texto direciona para um equilíbrio na qualidade de vida quando você aprende a reduzir, simplificar e manter o foco em nossos objetivos . Estou gostando muito porque não é de autoajuda e sim uma metodologia científica muito eficaz.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Qual livro você está lendo?


Escritora e poetisa Aracy Duarte Ferrari


Nome do livro:
O Futuro da Humanidade

Autor: Augusto Cury

Número de páginas: 249

Editora: Sextante

Resumo em poucas linhas:
O autor é psiquiatra, pesquisador e escritor. Através do estudante de Medicina Marco Polo, faz análise criteriosa dos comportamentos humanos, assim como dá as soluções para alterá-los. Afirma que é necessário viajar dentro de nós propondo atingir um mundo melhor.

Sua opinião sobre o livro:
Como aprecio psicologia, sinto que em cada capítulo aprofundo-me e descubro novos comportamentos. 

Alguém indicou, emprestou, deu de presente ou o livro foi comprado?

Ganhei de minha nora Kátia no dia do professor

Qual livro você está lendo?


Lídia Sendin, poetisa e escritora


Qual livro você está lendo? 

Título: Basta de Cidadania Obscena
Autores: Mario Sergio Cortella e Marcelo Tas
Número de páginas: 109
Editora: Papirus 7 Mares
Comprei na Livraria Nobel

Resumo:
O livro é um diálogo entre Cortella e Tas em que os dois debatem sobre uma cidadania que consideram obscena, isto é, fora de cena, dissimulada, vexatória e vigente nas relações interpessoais e principalmente na política. Fala do perigo da era digital na formação de opiniões e de verdades disseminadas por uma ferramenta manejada por um ser humano vivendo num mundo cheio de  “achologias”, com a profundidade de um pires, como coloca Cortella, falando da importância da comunicação a serviço da boa cidadania.
Chama a atenção para o mundo “photoshopado” das redes sociais, onde todo mundo é bonito e feliz e da velocidade que impede o leitor de usufruir o que é bom ou de raciocinar e eliminar o que é ruim. Mostra ao leitor a diferença entre conflito, uma divergência que pode levar a um consenso, e o confronto que tenta sempre anular o outro. Todos querem pertencer a uma comunidade, mas pertencer é ser propriedade, sem voz ativa. O que se deve querer é participar, viver junto, como opostos em harmonia, como um violino e um címbalo, tão diferentes, mas que dão harmonia ao som de uma orquestra. É preciso haver certa simbiose, quando um se importa com o outro e faz questão de caminhar no mesmo compasso. 
O que temos na política brasileira é uma “democracida”, um assassinato da Democracia, pois, esta, na verdade é fazer o que a Lei determina e não o que se quer. O que temos aqui, diz Cortella, é uma “política patife” com total ausência de simbiose, pois ela não se preocupa  nem um pouquinho com a cidadania.
Opinião:

Porque gosto do estilo filosófico com que Cortella trata de todos os assuntos, achei todas as colocações verdadeiras e preocupadas com o rumo desgovernado da mídia, das redes sociais, com o desinteresse total da maioria dos políticos, que nós mesmos colocamos lá, e com os cidadãos que, sem líderes formadores de opinião, buscam na “rede” inverdades largamente propagadas. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Impressões de Projetos Escolares


Leda Coletti 

“Educação é vida”
(John Dewey)

Foram horas de enriquecimento pessoal as que passamos na Escola Estadual Dr. Prudente no dia 06 de dezembro de 2017.
Gentilmente convidadas pela eficiente e dinâmica diretora da instituição, Sra. Christina Negro e suas eficientes coordenadoras pedagógicas, tivemos oportunidade de contatar professores das áreas de ciências exatas, humanas e biológicas, que além de desenvolverem o currículo escolar exigido pelo calendário escolar, orientam seus alunos na consecução de projetos educativos, selecionados por interesse dos mesmos e visando a integração entre as áreas de conhecimento.
Em ambiente participativo professores e alunos inicialmente expuseram aos demais colegas o que prepararam durante o semestre, a partir da escolha do tema e assunto a ser estudado e pesquisado. Depois houve o momento da apresentação dos trabalhos realizados, expostos e demonstrados por eles nas salas de aulas. Em todas tivemos surpresas prazerosas.
Na de fotografia pudemos sentir como viajaram e conheceram um pouco os costumes, hábitos, vivência dos habitantes dos diferentes continentes e países, fotografando e situando –os no espaço físico, através de mapas geográficos. Também destacaram por meio de fotos o ambiente em que estudam, focalizando a praça e o que nela viram: aspectos positivos e negativos.
Em outra, experimentamos um chá preparado com as ervas medicinais expostas na sala, ao qual incluíram frutas. Delicioso! Os monitores - alunos explicaram a importância das plantas para o organismo humano, destacando inclusive o modo de usá-las.
Ficamos surpresas e encantadas com a integração entre os professores de língua portuguesa, inglesa e educação artística, quando assistimos a peça “A bela e a fera”, num cenário de floresta, com castelo (representaram-no com maquete da   principal fachada da escola) e todos os personagens da história, utilizando bonecos de fantoches confeccionados com caixas de leite recicladas. Realmente o mundo da magia foi contado e vivido pelos artistas que dialogaram e cantaram com muita habilidade em ambas as línguas.
Iniciação filosófica, por meio do estudo dos antigos filósofos foi o modo escolhido para um grupo de alunos refletir sobre as diferentes concepções do conhecimento, com destaque para o significado da democracia. Animados explicavam aos visitantes os conceitos aprendidos.
Painéis de diferentes profissões mostraram que houve palestras e visitas a locais que permitiram aos jovens estarem se familiarizando com as mais variáveis, sobretudo as que oferecem mais campo de trabalho atualmente.
Infelizmente não pudemos ficar por mais tempo e visitar todas as salas, mas soubemos que havia as localizadas no pátio, envolvendo atividades físicas e manuais e a de robótica, que vimos na passagem totalmente lotada, evidenciando o interesse dos jovens por novidades.
Tivemos oportunidade de conhecer alguns alunos que já se destacaram em representações da escola no município e em nível estadual; também nos foi revelado que a escola visitada é uma das poucas de Piracicaba beneficiada com período integral, classificada como uma das melhores  do estado de São Paulo.

  E por tudo que vimos e sentimos nesta convivência tão agradável de algumas horas, concluímos que o resultado não poderia ter sido outro. Parabenizamos todos: corpo administrativo, docente e discente e mais uma vez, externamos uma alegria imensa, pois o que sempre sonhamos - uma escola onde todos estudam com prazer- existe bem perto de nós e nos faz ter esperança de outras semelhantes num futuro não muito distante. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

RITUAIS

Leda Coletti

O mundo e ritos,
lendas,   milagres,
o povo e os mitos.

O valor universal,
o individual,
o empírico,
o científico.

O tudo,
o nada,
o celestial,
o banal.

Manifestações tribais,
ancestrais,
atuais.

Leis naturais,
sociais
finitas,
infinitas...

Serão tentativas
úteis, válidas
para explicar
o ser?

ou o não ser?

A MENINA MÁ E O SAPO

                                  

                                                                         Eloah Margoni


    Quantas circunstâncias ou momentos nossos são constrangedores, vergonhosos!  Algumas de tais situações ou cenas ficam profundamente guardadas no subconsciente e é mais do que certo nunca virem a público nem aparecerem nas redes sociais, sendo tal o mais prudente e sensato. Essas são meios e locais para autoafirmações.
   Ignorantes e cultos, falsos, vazios, limitados, honestos e desonestos, grandes ou pequenos falamos maravilhas sobre nós. Somos os depositários mores de qualidades, de fascínios, sejamos lá quem formos e por mais medíocres e comuns que, de fato, o sejamos. Mesmo entre os diferenciados, pequenos desastres particulares e derrotas individuais, maldições até surgem, tudo devidamente ocultado, pois não há justificativa para confissões ou autodepreciações públicas. Seria essa a pior das tolices, exceto numa única circunstância a meu ver: se as palavras puderem talvez um dia se tornar literatura e, portanto, arte.  Jean Genet e seus piolhos concordariam com isso, assim como Fernando Pessoa e as tertúlias. Bukowski e suas garrafas também, muito. Quanto à Anaïs Nin, teria de consultá-la...  
     Acreditem se quiserem, já fui noiva, o que por si só é estado meio ridículo. Não simples alianças de compromisso como quando estamos apaixonados, mas aquelas de ouro, após formalidade em que o moço pedia a jovem em casamento e sempre havia grande ou pequena festa. Tinha, à época, quase dezoito anos. Lembro-me do vestido, pesado, de uma cor que se cobrem os santos na quaresma, cor absurda e densa que combinava com o momento. Mas como chegara eu a ele? Quando mal completados dezessete entrara na faculdade, minha primeira. Era tímida, estudiosa, protegida, criada de acordo com os princípios conservadores vigentes. Deles não gostava, confesso, mas corri seriamente o risco de nisso me enredar se o casamento tivesse vingado. Não vingou, graças ao sapo, assim denominarei o ex-noivo, e não apenas pelo simbolismo das fábulas mas porque realmente parecia-se com um, embora eu nada tenha contra os batráquios. Ele, baixote e feioso, contava vinte e sete anos. Escolheu-me não só por minha ingênua pureza mas também (e hoje creio nisso) por ser de família conhecida na cidade, mesmo sem grandes posses. Do último detalhe ele não sabia ao certo. O moço, que vinha de fora e estava na mesma turma, cercou-me. Era muito bajulador, especialmente dos professores, desejava chegar a uma cadeira da universidade penso eu e, assim, bajulava. A mim também. Elogiava-me sempre, mesmo quando nem deveria.  Bonita era qualquer coisa que eu usasse, mesmo se feia, elegante mesmo se troncha e, conquanto tratasse melifluamente a todos, era maledicente. Uma vez brigamos por ter ele falado mal de certa mulher que pouco conhecia, pelo comportamento sexual desta. Mesmo que tivesse algo a ver com ela, isso não se faz. Foi naquele momento que o noivo começara-me a ficar insuportável e eu “feminista”?  Não sei; contudo continuei covarde, pois muito reservada, via apoio em ter alguém a meu lado, e esse foi o que chegara antes.
      A coisa prosseguiu e ... casamento marcado. Nesse meio tempo ele, felizmente, arrumou outra que o interessou mais, rompeu o noivado usando certos artifícios para tal, mudou-se de cidade e de curso. Apesar de o fato ter-me afetado na ocasião, não fiz grandes protestos e nunca voltei a procurá-lo. Por motivos pouco corajosos, fiquei transtornada de início. Horrorizava-me estar no “centro de atenções”, dos comentários, das fofocas que corriam a cidade de cá para lá. Assustava-me muito ainda a vida universitária, mas a abracei em seguida.
                Anos e anos intensos e repletos rolaram. Há seis deles escreveu para meu endereço eletrônico (que toda gente descobre quando quer!), já bem mais velho. Parabenizava-me pelos livros editados e pelas poesias, queria adquirir cinco exemplares do romance Babel, dizia. Contava-me de seus familiares, que eu conhecera mas dos quais pouco me lembrava. Mandou número de telefone, pedindo que eu ligasse. Acrescentou que tinha uma filha a qual viria viver com ele, pois sofria de artrite grave. O que tinha eu com tudo isso? Adivinharam: nada. Coisa alguma a esse respeito me interessaria se, durante tantos anos, quando raramente me recordava dele era só para ter horror à ideia de nos termos casado, e pior, de ter tido eu filhos. Claro que nunca lhe telefonei e, apesar de responder de modo frio a mensagem, abstive-me de ser cruel. Disse apenas que só depois dele sumir começara a ser eu mesma, que estava admirada do contato e me punha a imaginar que, para fazê-lo, ele deveria ter algo muito interessante a colocar. Não deve ter sido o que o gajo esperava e, assim, calou-se.
     Há poucas semanas, por mero acaso, ouvi falar da sua morte, e esta informação se confirmou. Falecera em 2013, de certa patologia. Pude então encontrar nova razão para aquele contato que fizera. Provavelmente por puro interesse em si mesmo, pois já estava doente, na altura, e eu na área médica. Estranho foi o ataque de raiva, intenso mas ao menos não persistente, que a notícia do falecimento me causou.  E do que teria eu tanto ressentimento, afinal? Isso ensejava análises.
      A zanga era comigo mesma.  Lamentava não ter sido ainda mais dura anteriormente com ele. Mas por que motivo, afinal? Mágoa pueril pela antiga rejeição acompanhara-me? Não, jamais. A ojeriza à lembrança de ter sido noiva do sapo sempre existiu. Então o que seria? Ah! sim, não fora eu a romper o risível noivado, e isso era algo doloroso de saber! Minha salvação dependera dos caprichos do outro, e tal desaguava na simples vaidade, no orgulho? Só à primeira vista era assim, conclui. Dissecando melhor, via não ser essa a verdade total; havia a noção de um perigo real, temor por minha única e (à época) jovem vida. Era medo tardio intenso por um passado que nunca existiu mas poderia ter existido, senso de responsabilidade sobre as escolhas más e sobre entrar em fria. Com que então, dependera eu somente do sinuoso “destino” para escapar da cilada?  Porém vejamos mais ainda o assunto. Presa de um mistificador pleno de conversa doce estava eu, mas causei complicações ao ver suas características hipócritas.  Tornara-me ainda mais fechada e nunca ia visitar as casas que ele sugeria para alugar; detestava as fachadas de todas... Enfim, quero crer que criara um ambiente bem propício para a não efetivação do casório. Mas mesmo que assim não fosse, por que não estar feliz só pela interferência salvadora do acaso? Por mérito, sorte ou um lance de dados, estava sã e salva!
      Alguns dirão que não existe acaso, outros garantem que sim. Sobre cada tópico psicológico ou derivação colocada teríamos muitas digressões a fazer. Ensaios, conjecturas, crônicas e pequenos contos maçantes poderiam ser escritos, num desdobrar sem fim que interessaria a alguns ou embotaria a mente de outros, mesmo dos melhores teóricos. Mas, provavelmente tudo soaria como um complexo e extenso rol de coloridas inutilidades, como de sólito.

       

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

NOSSO CARNAVAL


Elda Nympha Cobra Silveira

O Carnaval brasileiro é muito diferente daqueles que existem em outros países, talvez porque o nosso tem nas suas origens, a influência da cultura dos escravos africanos, que nos legou ainda, costumes sociais, gastronômicos, artísticos e religiosos. Nos carnavais estrangeiros, se bem que, atualmente, tenham inserido nestas festas muito da cultura brasileira, a música é morna, o ritmo é um hiato entre o minueto e o rock, ou entre o reagge e o soul music. Nada que tenha sequer longínqua semelhança com os instrumentos usados nas nossas escolas de samba, como o surdo, a cuíca, pandeiro, ganzá, reco-reco, tamborim, e muitos outros.
Não tenho nada contra uma festa de Momo sem samba, sem batucada e sem mulatas, ingredientes imprescindíveis, desde os primórdios do Carnaval brasileiro, definido, desde os tempos coloniais como um rito de passagem, uma grande brincadeira, que se iniciou, longinquamente, com os afoxés, de fundo religioso, e por isso mesmo, proibidos e combatidos severamente, e mais modernamente, os entrudos, que eram uma festa de rua, da qual participavam ricos e pobres, brancos e negros.
A partir da década de 20, as guerras de limão-de-cheiro, de farinha de trigo e de água perfumada, que tinham tornado o nosso tríduo momesco inconfundível, ganha os salões dos ricos senhores de engenho e das famílias abastadas para tornar lendários o baile carnavalesco e as marchinhas, músicas alegres, despretensiosas, que satirizavam a vida e a política de forma ácida e mordaz. Chiquinha Gonzaga foi a precursora das marchinhas, que hoje puxam o cordão infinito de milhares de composições e centenas de autores, como Ary Barroso, Zé Ketty, Braguinha, Colombina e muitos outros.
Nos carnavais aqui de Piracicaba dos anos 40 e 50, o ponto alto era o corso, uma espécie de desfile de carros de passeio pelas ruas da cidade. Certa vez, no Bairro Alto foi construído um leão enorme para ornamentar o caminhão da “Turma do Leão”, que participava anualmente do corso e usava o slogan “Sossega leão!” Um outro carro foi ornamentado como o quarto de harém, com sultão e lindas odaliscas recostadas em almofadões de cetim, semi-escondidas atrás de cortinas transparentes, para ilustrar a letra da marchinha: “Vem odalisca pro meu harém/Vem, vem, vem./Faço o que você quiser/Pelas barbas de Maomé/Não olho mais para outra mulher”. Tudo tão simples e tão modesto, que hoje pareceria até ridículo, como a brincadeira de espirrar jatos de lança-perfume da marca “Rodouro” nas partes íntimas dos brotinhos, que se arrepiavam e soltavam gritos por causa do líquido gelado.
O moderno Carnaval perdeu toda a sua ingenuidade e se transformou em mega-espetáculo, exclusivo para turistas, como podemos ver nos luxuosos desfiles que engalanam os sambódromos do Rio e de São Paulo. Nada que possa lembrar, nem de longe, o deslumbramento dos desfiles de Piracicaba, aplaudidos entusiasticamente, por seus carros alegóricos muito bem feitos, ora a réplica singela dos nossos bondes, ora um carro mais luxuoso, que desciam a Rua Boa Morte.
Na década de setenta o carnaval de rua de nossa cidade era um dos mais comentados do interior. Famílias inteiras da sociedade local desfilavam nos carros alegóricos, ou no chão, mostrando muito samba no pé, num grande congraçamento, muito descontraídos e eufóricos. Lembro-me de uma comissão de frente formada por homens elegantemente vestidos de smoking e cartola. Nessa época, vinham para cá muitos artistas globais, como o casal Tarcísio Meira e Glória Menezes, Hélio Souto e Pepita Rodrigues, o jornalista Giba Um, o jurado de TV Décio Pitinini e muitas outras celebridades da capital e de cidades vizinhas, para assistir e participar dos desfiles de rua e curtirem os bailes do Clube Coronel Barbosa, que era muito prestigiado.
Foi uma época marcante do nosso carnaval piracicabano, que teve a Neidona como a foliã por excelência, e as escolas de samba, entre elas a Zoom-zoom e a Equiperalta como as instituições que sempre procuraram manter vivo o nosso carnaval!


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Qual livro você está lendo?


Qual livro você está lendo?
Escritor e jornalista Edson Rontani Junior



Autor da foto:  Gabriel de Godoy Rontani
Nome do livro que está lendo: São dois – FRANK SINATRA – A ARTE DE VIVER / FUMAÇA PURA
Autor: O primeiro é de Bill Zehme e o segundo de Guillermo Cabrera Infante
                                                                                       

Número de páginas: 258 (Sinatra) / 424 (Fumaça)

Editora: Ediouro (Sinatra) / Bertrand Brasil (Fumaça)

Resumo em poucas linhas
A Arte de Viver é um depoimento de Frank Sinatra feito nos anos 1960 sobre sua vida agitada, diante do mundo do entretenimento, no qual ele fala sobre a fama, poder e dinheiro. Fumaça Preta é uma série de crônicas iniciada em 1492 quando o fumo foi apresentado ao colonizador europeu pelos índios americanos. Divertidas histórias de famosos que cultuaram o vício do fumo.

Sua opinião sobre o livro
São livros que li resenhas em publicações com a revista Veja e que me aguçaram a curiosidade. Provocaram reedições, daí minha curiosidade maior: se vendeu um vez e provocou uma reedição, deve ser bom. Ambos os livros esmiúçam a vida particular de artistas, famosos e outros, algo que eu gosto muito.

Alguém indicou, emprestou, deu de presente ou o livro foi comprado?
Foi comprado, por indicação do que li na mídia.

Sinatra foi comprado na Feira do Livro de Águas de São Pedro e Fumaça Preta na banca de ofertas da Nobel do Tívoli Shopping (Santa Bárbara d’Oeste)


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Qual livro você está lendo?

A entrevistada de hoje na Prosa&Verso da TRIBUNA PIRACICABANA
 Escritora e poetisa Marisa F. Bueloni 




                         
  Qual livro você está lendo?




Título : "Homo Deus"

Autor:
​ Yuval Noah Harari

Número de páginas:
​ 443​

Editora:
​ Companhia Das Letras​

Resumo:
 Conforme opinião do Financial Times​, "impossível resumir esse livro emocionante e revelador, você simplesmente terá de lê-lo."

Opinião sobre o livro:
​:Eu já havia lido o primeiro do autor, "Sapiens - Uma breve história da humanidade" e foi um verdadeiro assombro, a leitura me causou profundo impacto. Neste segundo, "Homo Deus", há uma espécie de sequência quanto ao pensamento do autor, acerca das maiores questões da humanidade. Harari é um grande pensador​ do nosso tempo.

Alguém indicou, emprestou, deu de presente ou o livro foi comprado?
​ Comprei ambos os volumes pela internet. Assisti à entrevista do Pedro Bial com o autor israelense, na tevê, e fiquei muito interessada em ler.​

Se comprou, foi numa livraria ou sebo?
​ Comprei pela Internet.​



segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Qual livro você está lendo?

A Prosa&Verso, página literária da TRIBUNA PIRACICABANA retoma a seção

Qual livro você está lendo?


Escritora e poetisa Elisabete Bortolin





Nome do livro que está lendo:
Sussurros de La Madre Eterna

Autor:
Paramahansa Yogananda

Número de páginas:
158

Editora:
Editorial Kier S.A
Santa Fé 1260 - 1059 Buenos Aires

Resumo em poucas linhas:
Este livro nos ensina como orar ao Pai Celestial começando por compreender através da meditação, nossa elevada identidade com o Divino. A obra esta dividida em quatro partes onde todos podem beber em sua fonte de oração universal.
"As invocações ao Senhor são como plantas sempre vivas que incessantemente estão brotando sempre novas flores" P.Yogananda.

Opinião sobre o livro:
É uma leitura que me leva a meditar com pensamentos positivos e elevados sobre a vida, meu ser e mundo.

Alguém indicou, emprestou, deu de presente ou foi comprado?

Foi indicado e emprestado a mim por Mauricio Pereira da  Self Realization Fellowship aqui de Piracicaba. Só temos o livro em espanhol e uma única amostra no grupo dele. A quem se interessar pela leitura, me avise que devolvo assim que terminar.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Lançamento de livro

 Luzia Stocco está com seu mais novo livro no prelo: Eles querem a ponte


Sinopse
Tauana e Luno: ela daqui, ele de lá; ela negra, ele branco; uma relação de mistérios e trocas. Lucília e Márcio: uma imensa paixão seguida de rompimento avassalador. Vingança e superação?  Dra. Janda e Soraia: uma desafiadora relação homoafetiva. Vô Tutu e seu neto Jailsom. Tio Zé. O médium J. Cláudio. Os olhos de Júlia. Os gatos Psiu e Chico, os cachorros Curau e Maneco. Estes e outros personagens, cujas histórias desvendam sensibilidades e logros, entrecruzam-se.
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Estou publicando este mês o meu primeiro romance ficcional  Eles querem a Ponte.
O livro contém 140 páginas, com produção independente.
Valor: 25,00
Pedidos através do e-mail
 lupoemas12@gmail.com          
  Facebook Luzia Stocco ou no Pet Shop Focinhos Gelados (Rua Regente Feijó,  1736, B Alto).


“Quando criança eu inventava histórias e desafios do Cururu e lia Cordel. Se tenho algo a dizer, escrevo; se sinto um aperto no peito, aceito que é hora de decifrar algo! Quando o sol entra apertado pela minha janela, ou quando a brisa vem, é hora de escrever. Para transformar, para entender!?”


Com um fino trato aos temas relevantes da contemporaneidade: vertigens de um mundo que se pensa sólido, mas que se desmancha no ar (segundo K. Marx), fusões de sentimentos e permanências, a autora assim apresenta a obra”. 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Andrajos por velas

Alfredo Cyrino

Nave de tantos utópicos ideais.
Teus andrajos por velas, irreais.
No convés roto, teu guia jaz.
Jornada sem norte, sem cais.
Ah, nave sem morte, sem paz.
Eivado de arpões teu coração,
nave à deriva, na imensidão
do jamais.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Retrospectiva da Literatura em 2017



Janeiro
26 - Faleceu aos 93 anos, o poeta piracicabano Sylvio Arzolla.

Fevereiro
O escritor Armando Alexandre dos Santos, membro da Academia Piracicabana de Letras, toma posse em Portugal como membro da Academia Portuguesa de História,  uma instituição muito antiga e venerável, fundada em 1720 pelo Rei D. João V, extinta pela república em 1910 e restaurada pela mesma república em 1936. É das mais antigas da Europa e do Mundo inteiro.

Barjas Negri, prefeito de Piracicaba,  autografa seu livro “Novos Tempos, Novos Caminhos 3” na ACIPI

Aracy Duarte Ferrari lança livro de contos, crônicas e poesias “Palavras Entrelaçadas em Pensamentos” no Recanto dos Livros e também no Casarão do Clube de Campo.

Março
Os grupos literários comemoram o Dia da Poesia e Dia da Mulher com um evento no Casarão de Turismo

11 – A educadora Neuza Mainard lançou o livro Interfaces entre Neurociência, Educação e Promoção da Saúde no Centro Cultural Martha Watts

Tomam posse na Academia Piracicabana de Letras os cinco novos acadêmicos: Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins, Ésio Antonio Pezzato, Vitor Pires Vencovsky , Newman Ribeiro Simões e Edson Rontani Júnior

Abril
29- O Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba lança o livro póstumo de Nair Barbosa de Almeida Leme, PAGMAJERA, sobre a vida do Marechal Rondon

Maio
 6 de maio – O escritor e historiador Cecílio Elias Netto autografou o livro Piracicaba a Florença Brasileira

Junho
Lançamento da revista de número 14 da Academia Piracicabana de Letras

Julho
 25 de julho os grupos literários GOLP e CLIP comemoram o Dia Nacional do Escritor, deixando livros em vários pontos da cidade com o projeto Livro com Pezinhos. Quem pega o livro, tem o compromisso de passá-lo adiante assim que terminar de ler

Evaldo Vicente mediou uma roda de conversas sobre artes com o escritor Cecílio Elias Netto em parceria com o SESC e ICEN (Instituto Cecílio Elias Netto) em 12 de Julho

Agosto
25 – No Centro Cultural Martha Watts, lançamento do livro infantil “Capitão Nhô Lica, o colecionador de pedras” autora Ivana Maria França de Negri com ilustrações de Ana Clara de Negri Kantovitz

Ivana Maria França de Negri também teve sua foto selecionada no concurso fotográfico em comemoração aos 250 anos de Piracicaba organizado pela ACIPI.  A foto estampou a revista de número 14 da APL.

As escritoras Leda Coletti, Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins, Dulce Ana Fernandes e Madalena Tricânico participaram da 15ª FLIP – Festa Literária de Paraty.

Setembro
Com o conto “MEMÓRIAS DE UMA CANETA”, Ivana Negri conquistou o segundo lugar no Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes, representando o Clube de Campo de Piracicaba. A premiação inclui publicação da obra em livro e $1000 reais.

Outubro
 Lançamento do livro infantil de Leda Coletti  “ A estrelinha de Natal”, com ilustrações de Ana Clara de Negri Kantovitz

A poesia "Espantalho", de autoria da escritora  Carla Ceres, classificou-se em segundo lugar no XX Prêmio Cidadão de Poesia da cidade de Limeira

Nos dias 27, 28 e 29 de Outubro realizou-se  a 2ª edição da FLIPIRA,  Festa Literária de Piracicaba, com participação de integrantes da Academia Piracicabana de Letras, Centro Literário de Piracicaba e Grupo Oficina Literária de Piracicaba

Novembro
Falece a escritora piracicabana Ana Marly de Oliveira Jacobino,aos 62 anos, idealizadora do Sarau Literário Piracicabano.

Lançamento da revista “Piracicaba em Letras e Imagens” pelos integrantes dos grupos literários CLIP (Centro Literário de Piracicaba)  e GOLP (Grupo Oficina Literária de Piracicaba) em comemoração aos 250 anos da cidade

“Do Estado da Violência à Violência de Estado” é o livro que o escritor João Baptista Negreiros Athayde autografou na OAB de São Paulo

Dezembro
O escritor Otacílio Monteiro autografou, em Limeira,  seu décimo terceiro livro:  “Poemas ao Pôr do Sol”.

Lançamento da revista número 15 da Academia Piracicabana de Letras

 A cada ano o Projeto Mensagens Natalinas, formado por integrantes dos grupos literários, leva a alguma entidade presentes, música e cartões de Natal. Neste ano a entidade contemplada foi a Casa Chadad